terça-feira, 12 de junho de 2012

Se não tivesse amor!


Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

1 Coríntios 13:1-13

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E é o amor à vida, às pessoas que nos são importantes que nos faz ter fé e esperança. Levantar todos os dias e agradecer a Deus, aos céus e a natureza pelo simples fato de estar vivo; poder contemplar a beleza de um céu azul ou cinza, de folhas verdes ou amarelas, de sol ou de luar... é o amor que me mantém de pé! Amor aos meus filhos, amor aos meus pais, amor ao meu amor... amor!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Folhas caem, flores se ressentem


Estamos na estação que, particularmente, considero a mais bonita do ano: outono. Céu azul, temperatura amena . Uma conversa me fez lembrar o quanto o outono é importante para a vida. É a época da mudança, da troca de roupagem, inclusive na natureza... humana.
Estou vivendo o outono em sua plenitude. O amarelo e suas nuances tomam conta das folhas da minha árvore, que não resistem a sua intensidade e caem ao chão e quem se ressente com isso são as minhas flores.
Interessante como somos percebidos por quem não nos conhece, mas tem capacidade de nos analisar e o fazem, em certos momentos, com certa maestria.
Estou ressentida com as mudanças – disseram que eu era flor –, estou trocando a minha roupagem e isso causa certa dor. Mas sei que as mudanças são necessárias e que é uma questão de tempo para o verde voltar a reinar.

“Lembre-se que esta estação do outono é a época da troca das folhagens e flores se ressentem com isto. Quem mandou você nascer flor?”.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Troco meu ovo de páscoa por um livro


Mariana: – Mãe, a Páscoa está chegando!
Eu: – É, eu sei, Mariana!
Pedro: – Eu já escolhi o meu ovo, mãe!
Eu: – Ah, que bom!
Mariana: – Então, eu troco meu ovo de páscoa por um livro!
Pedro: – Eu não, mãe. Já sei até que ovo eu quero!
Eu: – Mas, Mariana, a mamãe já te deu um livro esta semana!
Mariana: – Ah, mãe UM livro! Eu já acabei faz tempo!
Pedro: – Eu também já li meu mangá*! – nem sei se é assim que escreve e, sinceramente, nem vou  procurar saber.
Eu: – Mariana, tem quatro dias que eu te dei o livro! E João Pedro, o mesmo eu digo pra você!
Mariana: – Desculpa, mãe. Eu devia então ter soletrado o livro, porque já acabei de ler há dois!
Pedro: – Eu também já li o meu, mas não troco o meu ovo de páscoa por UM mangá, não. Se for para trocar, quero trocar por alguns, porque só custa R$ 10 reais. Os livros da Mariana é que são caros
Mariana: – João Pedro, não se mete!
Pedro: – Mariana, a mamãe está conversando com nós dois e não só com você.
Eu: – Para a briga! Porque senão não vai ter ovo de páscoa e nem livro!
Mariana: – Pois é, é isso que recebo por ter ouvido você! Você dizia pra mim: “Mariana, ler é muito importante porque amplia os horizontes, aumenta vocabulário. Uma pessoa que lê não escreve errado” e blá, blá, blá... É isso que eu recebo por ser obediente.
Pedro: – É isso aí, Mariana! A mamãe quer que a gente fique burro!
Mariana: – E gordos, né?! Eu quero conhecimento e a mamãe quer que eu engorde!
Eu: – Sinceramente, eu não mereço tanto!
Pedro: – Merece sim, né, Mariana?!
Mariana: – Merece, Pedro, porque tem um monte de gente que eu conheço que a mãe reclama porque não gosta de ler. A mamãe fica reclamando porque a gente gosta, porque os livros são caros e porque a gente lê rápido!
Eu: rsrsrsrsrs
Mariana: – E aí, mãe, a troca tá valendo?!
Eu: – Vou pensar!
Mariana: – Sempre essa resposta né, mãe?!
Pedro: – Ela é assim, Mariana!
Eu: rsrsrs

* Mangá é um livro extremamente esquisito de histórias de um personagem oriental esquisito que se lê de trás para frente!

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Mariana A-DO-RA ler. Minha preocupação não é com o preço dos livros, como ela pensa. Minha preocupação é que se eu comprar quatro livros por mês, ela lê os quatro rapidinho, mas e a escola?! Meu receio é que ela se dedique mais a leitura que à escola e acabe se prejudicando. Sei o quanto é importante a leitura, mas também sei o quanto a escola exige do aluno. Então, fico em uma sinuca de bico! E ela ainda consegue ler dois livros ao mesmo tempo e não se perder nas histórias.
Já o João Pedro é o seletivo. Ele só gosta de ler os tais livros que são de trás para frente. Uma coisa muito doida! Mas quando se trata de ler os textos de literatura do livro de Português, reclama, diz que os textos são chatos, grandes e coloca uma porção de defeitos. Então, me resta dizer que vou pensar.
Bom, o jeito será abrir uma negociação! Notas boas, eu compro livros. Notas ruins, eu coloco de castigo e sem ler! rsrsrs Esses são meus filhos!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Felicidade


A felicidade é algo tão amplo que tem vários significados e vários caminhos levam a ela. Tão preciosa e tão rara, que poucos conseguem alcançá-la.
Há quem escolha a companhia, há quem escolha estar só, há quem não escolha. Há quem a deseje, há quem a busque e há quem a deixa passar.
A felicidade é serena, tem perfume suave e seu tom é dourado. Seu aroma varia de acordo com quem a sente, porque ela é única. Ela acaricia a alma e o corpo. Desperta todos dias, mas não dorme. Ela folga com o tempo.
Ser feliz pra mim é poder acordar ao lado das pessoas que amo e saber que eles são meus também; estar saudável e vê-los com saúde; poder viver e compartilhar vida. Pra você, o que é felicidade?!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Alegria triste


“Se você tivesse acreditado
na minha brincadeira
de dizer verdades,
teria ouvido verdades
que teimo em dizer brincando.
Falei muitas vezes
como palhaço,
mas nunca desacreditei
na seriedade da plateia
que me sorria”.

CHAPLIN, Charles

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Palhaço, a sua alegria é triste, mas o teu sorriso não é falso. Ele apenas esconde o que você não quer mostrar para todo mundo. Você é sensível e frágil. Leva a alegria e guarda a tristeza. Pra quê, Palhaço?! O que aconteceu?! O que te fez tão mal?!
Abra seu coração, Palhaço, contemple o amor, a vida, a felicidade e guarde um estoque de sorrisos da sua plateia. Quando você precisar, basta fechar os olhos bem apertadinho e deixar os sentidos fluírem e você vai sentir no ar a alegria das pessoas que sorriem pra você, vai ouvir as gargalhadas e, principalmente, os aplausos de quem te admira!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Contentamento


Compartilhar sentimentos
Tão sublimes quanto à doçura
Envolta no teu corpo
Transparente na alma
Cercada pelo teu carinho
Encontro de almas
Face a face te sinto
Você me inspira
E o desejo é viver a eternidade
Deixando ceifar o corpo
No descanso dos teus braços
E descubro o contentamento.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Gato preto dá amor


Alguns dizem que gato preto da azar e outros dizem que gato preto da sorte. Eu digo que você me deu AMOR e tenho certeza que soube retribuir. Fiz por você tudo que pude, mas me perdoe se não fui capaz de salvar sua vida.
Sinto saudades do seu olho amarelo me fitando, de você deitar no teclado do laptop, no caderno das crianças enquanto faziam dever de escola, agarrar meu pé quando eu passava sem te dar confiança, mas seu hobby mesmo era rasgar os livros do João Pedro e manchar as folhas dos cadernos da Mariana.
Fui te ver todos os dias e sempre que te olhava recebia de volta um olhar terno e agradecido. Cada vez que passava a mão no seu corpinho, você se deitava e fechava os olhos, como quem agradecia meu afago e sentia o meu amor. Acho que você sabia que não voltaria mais pra casa. Você se despediu de mim e eu acho que não percebi.
Senhor Gato, meu Nick amado, espero que tenha folhas de cadernos e livros para você manchar e rasgar e teclados pra você deitar, seja onde for o “céu” dos gatos.