terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Da escalada...

Da escalada pretendida, mesmo recolhida, iniciou a subida. Ela ainda não se reconhece, está muito machucada, mas também decidida. Não quer sua vida largada na escuridão. Ela não tem muito sonho, fincou o pé no chão. Por dor ou por (de)amor, a tormenta acalmou em seu coração. E ela passou a fingir que era fortaleza e, de tanto mentir, quem sabe passa a acreditar. Era tudo de mentira, era tudo ruína, mas começou a se recuperar.
Para ela a subida tem o tom de despedida porque não pretende voltar ao abismo. Sabe, melhor que ninguém, o quanto é dolorido mergulhar na escuridão. E sem arrogância, mas com muita petulância ela enfrenta sua sina de seguir sozinha, mas com paz em seu coração. Ela não quer mais lutar, não tem mais motivos, se deu por vencia, sem chão. Mas tem a consciência limpa porque lutou com retidão e se foi esquecida é porque não tinha razão.
Era tudo vazio, era tudo de mentira, mas ela não sabia. Sua vida foi cortada, pelo fio de uma navalha chamada amor. E ela continua sua jornada, perdeu o que tinha, mas quem ganhou, de verdade, não levou!