sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Terapia de Vidas Passadas

Às vezes não entendemos determinados acontecimentos ou ciclos da vida e vamos em busca de respostas. A terapia de vidas passadas é uma ótima forma. As descobertas são surpreendentes tanto quanto difíceis. E então a gente descobre que o “véu do esquecimento” é realmente uma prova do amor de Deus. Se “apropriar” das verdades que te aprisionam e aprisionam o outro é uma responsabilidade e um peso muito grande para se carregar.

Não fazemos ideia do que uma simples frase dita com emoção e sentimento juntos pode causar. Não sabemos a dimensão do “eu te odeio”, “eu vou me vingar”, “eu te amo para sempre”, “eu vou te esperar”, “eu vou te encontrar”, “me espere”... e ainda há os pactos formados, juras, promessas... as dores, as mágoas, os ressentimentos... de tudo, o mais sublime, mas também mais assustador é o amor que se leva. Acho que pouquíssimas pessoas sabem ou conhecem a força deste sentimento e o quanto de emoção, força e poder ele gera. Um misto doloroso de prisão e liberdade.

Na terapia faz-se uma viagem tão estranha, tão assustadora. A sensação é de medo, muito medo, insegurança e fica ainda pior quando você se torna outro alguém, mesmo sabendo que é você. É louco, apavorante, aterrorizante ver rostos que você conhece em corpos e roupas diferentes – pessoas essas que achava que conhecia desta vida... A primeira vontade que se tem é desistir, mas aí vêm os sonhos e pesadelos que instigam, aguçam o desejo de conhecer verdades. Verdades estas que deveriam ter sido deixadas sob o “véu do esquecimento”.

Após algumas sessões (não é fácil, simples ou rápido)... a primeira visão foi um acampamento cigano – o que já fala muito sobre esta vida... uma alegria enorme em ver aquele lugar e ao mesmo tempo uma dor gigante – difícil descrever o sentimento – mas lembro que me fez chorar muito. Que lugar lindo, muito parecido com um que já visitei e entendi o porquê do fascínio e da repulsa por este lugar.  Tanta revelação que me trouxe a tona o que passou e o que ainda vai se passar nesta vida. Revelações feitas por uma cigana velha que tive o prazer e a honra de reencontrar nesta vida (ah, se eu pudesse contar a ela...). Uma médium maravilhosa que nem sabe que é, mas que já levou muita paz a muitos lares, inclusive ao meu atual. E ela o fazia por instinto, sem estudo. Daí, descobri porque a amo tanto e me preocupo com ela.

Esta cigana velha teve um papel fundamental no passado e no presente e tenho a certeza que ainda vamos nos reencontrar.,. entendi alguns de meus medos e dos medos do outro, descobri os motivos pelos quais algumas pessoas passaram pela minha vida, porque algumas permanecem e porque outras voltarão. A ligação que existe entre almas é grande demais, são afetos e desafetos que permaneceram conosco por conta de situações vividas. O “interessante” – não sei que palavra usar para descrever – é que por mais que fujamos, vem a “vida” e nos traz de volta para que sejam resolvidas pendências e questões e isso, por incrível que pareça, fará um bem enorme e pode, inclusive, encerrar alguns ciclos.

Neste momento, entendemos o porquê de tentarmos sair de uma situação e não conseguirmos. Sempre ouvi dizer que temos nosso livre arbítrio. Temos até a segunda linha, porque se sairmos do caminho, ou o melhor, de onde é a chegada, vem algo e te traz de volta. E o pior é que a gente volta sem nem saber o motivo. É o tal do bom, mas que ao mesmo tempo dá medo. Por que estou aqui de novo? Por que esta pessoa não sai da minha cabeça por mais que faça de tudo para esquecê-la? Por que ainda dói depois de tanto tempo? Por que estou “feliz” aqui, mas queria que fosse com outra pessoa? Por que estas doenças cruzando meu caminho e o caminho das pessoas que amo? Por que fujo desta ou daquela situação? Por que sinto vontade de ir, mas quando vou, sinto vontade de voltar? Por que desta implicância comigo? Por que os caminhos me levam a uma determinada pessoa? Eu quero, mas não quero querer... Muitas perguntas e muitas respostas e o 11 na minha vida...

Após uma das últimas revelações o melhor foi dar um tempo para reorganizar a vida e tentar entender as informações. A minha vida e a vida de algumas pessoas passarão por uma revolução muito grande em pouco tempo. Neste exato momento ou em pouquíssimos dias uma determinada pessoa estará pensando na própria vida e se perguntando: “será que é isso mesmo que eu quero pra mim?, Eu me encaixo neste papel? É essa vida mesmo que eu quero? Estou relativamente bem, mas eu quero mais que isso”, “estou inteiro ou estou me enganado”... E o outro envolvido (não revelo aqui o sexo das pessoas, ou seja, pode ser homem ou mulher) já está pensando nisso há mais tempo e voltará a viver com outro alguém de um passado recente. Ambos tentaram e tentarão mais um pouco, mas não são pares. Seus pares são outros.

Em breve muita coisa vai acontecer que fará estremecer algumas vidas, inclusive a minha. Não são acontecimentos bons – infelizmente – e isso foi o suficiente para matar a minha vontade de saber por hora alguns porquês da vida, de dar continuidade a saber de coisas que, hoje, entendendo, não deveria ter sabido. Busquei respostas e as encontrei, mas isso não me trouxe alegria. Ao contrário. Dizem que para sermos “completos” nesta vida devemos plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Já plantei árvores, nesta vida tive dois filhos (mas ainda estarei mais próximo de um que tive em outra) e das minhas descobertas prometo tentar escrever um livro.

Mas uma coisa de tudo isso é certa: o “véu do esquecimento” é um presente, uma benção de Deus. Do “conheça a verdade e a verdade vos libertará” pode ser em verdade, uma prisão. Como gostaria de poder avisar a algumas pessoas o que está por vir, mas não me é permitido e, além do mais, elas não acreditariam em mim. Mas algumas coisas eu posso alertar: não façam pactos ou juras do que quer que seja, não odeiem, não guardem ressentimentos, não desejem vingança, não exagerem ou façam extravagâncias, não abandonem filhos independente dos acontecimentos que os envolva (e não confiem em quem o faça), deem valor a cada segundo de vida independente de qualquer coisa porque um dia somos e no outro não, não abandonem por medo, não tenham ciúmes ou inveja, não fujam às suas responsabilidades... a vida cobra nesta ou na próxima e uma nova oportunidade pode estar longe demais.

2 comentários:

  1. Olá Audrey querida

    Sua postagem de hoje é um tema que me fascina, mas ao mesmo tempo tenho medo também de desvendar esse véu, porque também acho que às vezes tem coisas que não precisamos saber...
    Muito interessante.

    Beijos
    Ani

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    Respostas
    1. Querida Ani,

      É um tema fascinante, capaz de fazer muitos esclarecimentos, sem dúvida. Mas uma coisa te garanto: o "véu do esquecimento" é uma benção de Deus. Algumas coisas é melhor deixar onde e como estão.

      Quando nos apropriamos de algo, temos responsabilidade sobre esta coisa. Então, a responsabilidade aumenta muito. Ao mesmo tempo que você entende algumas coisas, você se torna responsável por elas.

      Obrigada pelo carinho!
      Beijocas,
      Audrey

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