segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Jogue uma rosa pra mim

Jurema, jogue uma rosa pra mim
Jurema, tem pena de mim.
Caiu uma folha da Jurema
veio o sereno e molhou
e depois veio o sol
enxugou, enxugou
e a mata se abriu toda em flor.



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Em meio ao desespero e a dor te pedi para que me jogasse uma rosa. E você jogou. Uma rosa linda, perfumada, embebida de amor. A rosa me encheu o coração, trouxe paz à minha alma e forças para o meu corpo. E nem sei ao certo se te agradeci com palavras. Sei que cumpro a minha parte todos os dias, ainda que, às vezes, muito cansada. Mas hoje a sua lembrança me foi forte. Meu coração apertou. Senti medo. Medo de perder a minha rosa. Não quero perdê-la porque é ela que me mantém de pé. Mesmo quando tropeço, sei que não vou cair, porque tenha a tua, a minha rosa.

Ainda guardo o perfume de Alfazema que tantas vezes minha mão e meu corpo perfumou. E também sinto o aperto gostoso e aconchegante do teu abraço, que tantas vezes me consolou e tantas outras minha dor amenizou.

Não me tire a minha rosa. Me deixe cuidar dela com carinho e sempre me estenda a tua mão, me perfume com o seu Alfazema e me abrace, ainda que em silêncio.

À você, Jurema.