segunda-feira, 13 de junho de 2011

Quero

Quero teu beijo, teu gosto, teu cheiro, teu rosto

Quero sentir, tocar, percorrer, desejar

Quero noites quentes, ardentes, contingentes, indecentes

Quero muito mais que o simples desejo.



Quero teu estreito, teu apertado, teu sorriso, teu abraço

Quero transcender, ultrapassar, tremer, desarmar

Quero dias frios, pessoais, cobertos, insensatos

Quero muito mais que passear pelo seu corpo.



Quero teu jeito, teu olhar, teu toque, teu desejo

Quero perturbar, subverter, acariciar, transcender

Quero dias amenos, engraçados, sensíveis, conversados

Quero muito mais que uma vida ao teu lado.

ANDRADE, Audrey



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E assim se fez o amor... olhares, sorrisos, abraços, perfume, desejos contidos... incontidos.


Você é realidade.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Apenas eu

[...] Há um outro lado dos contos de fada

Eu sou diplomada, fui contra a maré

Sou fruta madura, sou mais que sofrida

Sou doida varrida, sou mais que mulher



Bebi o passado, traguei o presente

Tornei-me valente pra sobreviver

Eu fui muito errada ficando marcada

Agora aparece você [...]



CAYMMI, Nana
 
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Às vezes sou maior que eu mesma que chego a me perder num espaço grandioso. Me sinto inconstante, volátil, desconexa, incoerente aos olhos de quem me vê, mas não me enxerga. O fato é que preciso de reciprocidade igualitária, nada mais, nada menos. Não é difícil me entender. Passei por muita coisa nessa vida, aprendi com as dificuldades. Como na letra de Nana, descobri que os contos de fada têm outro lado, mas não deixei de acreditar. Sonhos podem se tornar pesadelos, mas a gente sempre acorda.

Tenho certeza de mim e isso, às vezes, afasta as pessoas. É incrível a dificuldade que alguns têm de não se sentirem a vontade diante de alguém que sabe exatamente quem é e o que quer da vida. Tenho meus medos, sem dúvida, mas também tenho coragem. Já caí muitas vezes, mas aprendi a me reerguer e, principalmente, a seguir em frente, mesmo que logo na frente tivesse que pegar o retorno e voltar ao ponto de partida.

Quem eu sou?! Ser humano.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Minh'alma enfesta

Toda vez que me abraço contigo

São tantos motivos pra enlouquecer

Te esquecer, juro que não consigo

Me viro do avesso pra não te perder

Quando estou... viajando em teus beijos

São tantos desejos que sinto nascer

Se um dia... você me deixar

Eu não deixo você



Ao sentir tuas mãos... flutuar em meu corpo

Me desprendo de mim... sem fazer alvoroço

Coração fica alerta... minhas portas abertas

E as palavras que surgem não posso dizer



São momentos sem fim... você dono de mim

Saboroso prazer... dá gosto de viver

Este gosto de festa... a minh’alma enfesta

Como foi bom te conhecer.

ARAGÃO, Jorge



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Eu me considero uma pessoa de sorte e muita sorte. Uma das principais coisas que me fazem sentir assim é o fato de você existir e, mais que isso, compartilhar minha mesa e minha cama. Assim é você, Adilson, mais que especial, único. É em você que me acho e me “perco”. E digo me “perco” no sentido mais malicioso e gostoso, porque de verdade não se está perdido em dar e receber amor. Se tenho um problema ou se tenho uma solução é para os seus braços que corro, porque é nele que encontro o afago, o carinho, o desejo e o verdadeiro sentido do que é querer bem e sentir este bem tão precioso e ímpar, que é o amor. É muito bom morrer de amor por você e me sentir muito, muito viva, com o coração abarrotado de felicidade.



É nesse amor seguro, que me prende na ideologia de vida, que me faz fugir, subverter e correr pra você. Não quero me prender ao meu ao teu querer. Só quero ter o privilégio de continuar sendo sua mulher e de receber o teu amor, que tanto desejei, sonhei e realizei. Não há homem que eu admire mais que você. Eu preciso disso. Não há regras, fórmulas, há apenas uma mulher inundada de sentimentos. Porque metade de mim é amor e a outra metade também o é.



Apesar de conhecer o amor – e o fiz com você – o mistério permanece intacto, como já falei. Mas descobri que o amor precisa de asas, e de asas longas para voar, alçar voos maiores e fazer pousos seguros e serenos. Hoje eu sou o porto seguro do seu amor livre, que tem asas para voar. Hoje eu voo alto, meu amor, porque pouso segura e serena nos teus braços, porque é nele que encontro meu equilíbrio e é nele que quero estar a todo instante.



Você, Di, é a pessoa, não com quem quero morrer, mas com quem quero viver por toda vida. Você é o cara!!! Definitivamente, te amo... até sempre!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Tocando em frente

Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Eu só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei...

... Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou...

... Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir...

Cada um de nós compõe a sua historia
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
De ser feliz...

SATER, Almir e TEIXEIRA, Renato


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Hoje, especialmente hoje, estou com a inquietude das crianças, que sempre querem mais e sempre têm mais para descobrir e aprender.


Não há desafio que eu não aceite, porque vou continuar tocando em frente porque eu tenho dom de ser capaz e de ser feliz!!!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Caraca! Fala sério!!!!

Um dia a gente dorme e quando acorda “zapo” as crianças cresceram. Se quando eles começam a falar já é difícil entender, quando crescem fica pior ainda. Mariana, hoje com 13 anos, pouco falou errado, mas o João Pedro bateu o recorde. A cada três palavras, quatro eram erradas. Digo três porque demorou muito a falar.

Mas o tempo passa, o tempo voa... e frases como “mas mamãe eu ainda não brinquei o sucifiente”, “vala a minha mão”, “mamãe, Mariana quer a chu”, “mamãe, Mariana quer âmo” e tantas outras deram lugar a frases como: “CA-RA-CA, manhêêêê, muuuuuito maneiro”, “aíííííííííííííí, tipo, muito lindo”, “não, mãe, peraííííi, manhê, cê tá pagando mico, ah, não, pára vai” e a melhor de todas “CA-RA-CA, manhê, fala sério, tá todo mundo olhando. Por quê cê faz isso comigo?!”. E ainda tem as declarações de amor: PSNMP. Alguém sabe o que significa essa sigla?! Nem eu!

Domingo de sol – único dia que durmo um pouco até mais tarde – acordo e lá está um recadinho pra mim:

“Mãe, você é a melhor mãe do mundo. Adorei minha festa. Adorei porque meus amigos vieram. Foi maravilhoso. Muito obrigada, mãe. Eu te amo muito.

PS: PSNMP

Mariana Andrade”

Eu adorei o recadinho. Quem não gosta de receber uma declaração de amor, principalmente vinda do filho?! Mas uma coisa me intrigou. O que seria “PSNMP”? Bom, era domingo e tive que esperar a mocinha acordar para saber o que significava aquela sigla. Fui corroída pela curiosidade. Lá pela tantas Mariana acorda, dei bom dia, agradeci pelo recadinho e fiz a pergunta: O que significa PSNMP? Rapidamente ela me respondeu: “Caraca! Fala sério, mãe. Você não sabe?! É para sempre no meu pensamento. Eu hein?!”

Pois é. Me descobri, como ela mesma costuma dizer, “out”. Para quem não sabe uma pessoa “out” é uma pessoas que não está por dentro do que acontece, não sabe das novidades, enfim, “não sabe absolutamente nada”.

Bom, como lá em casa as coisas são em dose dupla, eis que João Pedro já fez 10 anos e já está entrando na fase do dialeto. Mas nem sempre foi assim. As coisas já foram bem piores.

O bebezinho mais fofo do mundo não falava e quando balbuciava alguma coisa ninguém entendia, a não ser, é claro, a Mariana. O bebezinho veio com defeito. Não tinha tecla “SAP”. Levei o bebezinho no médico porque achei que havia algum problema. O pediatra afirmou que era “normal”. Defina normal.

Então, para manter algum tipo de comunicação, era necessária muita imaginação. “Mã, qué toi tati”. Esta frase nem Mariana foi capaz de traduzir. Após horas a fio com a criança chorando pedindo “toi tati”, a ficha caiu e perguntei: “Pedro, o que você quer é biscoito de chocolate?”. E ele, sem paciência, balançou os bracinhos disse: “toi ta-ti”, como quem afirma, e não foi o que falei? Isso fora a “pópó”, que significava galinha, e o inesquecível “avião pitu”, que nada mais é que o “pericóptero” quando ele cresceu mais um pouco e, que na verdade, é helicóptero. E foram muito mais. Inúmeros dialetos inventados pelo Pedro sem licença poética.

Mas como nada é tão ruim que não possa piorar, ele já está entrando na fase “teen” e novos dialetos vêm surgindo. E vem ele, com sua doçura impecável – ele realmente é uma pessoa doce e carinhosa – e diz: “Mamãe, vi uma parada super, hiper, mega, ultra ma-nei-ra. Você compra pra mim?!”. E eu respondo: “Pedro, tudo bem que o que você quer seja tudo isso de bom, mas seria o que mesmo? Você não me falou”. “Ah, não?! – fala ele com ar de surpresa e continua: eu quero um “Battle Force Five”. Eu de novo: “Bacana, Pedro mais o que seria isso?”. E ele: “Mãe, caraca, você nunca viu? Tem carro e tem moto, que vira... ah, sei lá, mas acho que é robô ou qualquer coisa do tipo”.

Mas o Pedro também tem seus rompantes de uso de um vocabulário mais aprimorado. Certo dia, estudando para as provas, João Pedro, com olhar pesaroso e choroso, fala:

_ Ai, meu Deus, por que eu fui nascer?

_ Pedro, a culpa foi minha, fui eu que pedi um irmãozinho.

_ Oh, Mariana, foi só uma pergunta retórica, tá?!

Eu e Mariana, não nos contemos e rimos muito, afinal, nunca imaginamos que João Pedro fosse capaz de soltar uma “retórica”.

Mas a histórica fica ainda melhor com o seguinte diálogo:
_ Meu Deus, por que o Senhor inventou a matemática?

_ João Pedro, Deus não inventou a matemática. Foi o homem.

_ Mariana, foi só uma pergunta retórica de novo.

_ Ih, Pedro, desculpa, tá?!

João Pedro fez um minuto de silêncio, pensou e respondeu:

_ Quem foi esse fdp então?!

_ João Pedro, você falou palavrão! Tá doido?!

_ Ah, mãe esse cara é um arrombado!

_ Joãããããão! – gritei.

_ Tá bom, mãe, ele é um santo e o fdp sou eu.

Esse é o João Pedro que nós conhecemos. Bom, com tudo isso me descobri mais mãe ainda. Afinal, os filhos sempre pensam que a mãe sabe tudo, mas de coisas antigas, porque da atualidade, elas estão “por fora”.

Caraca! Fala sério! Como sou retrógada!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mariana Regina - 13 anos


Mariana Regina de Andrade Miranda - 13 anos


Um dia desses era um bebezinho tão pequenino que eu nem sabia como ia pegar no colo. Imagina: 47 cm e 2,450 kg. Ela não tinha nem cabelo. Podia ser resumida em... joelho! Nunca tinha visto na vida um joelhinho tão redondinho e tão bonitinho. Quando peguei no colo pela primeira vez foi uma sensação incrível, indescritível! O fato é que eu – filha única – não estaria mais só e teria alguém para chamar de “meu”. Minha filha. Minha Mariana. Meu primeiro grande amor mais primeiro, mais puro, mais singelo, mais cheio de tudo, inclusive medo. Pela primeira vez seria de fato responsável por alguém.

Meu bebê já é uma mocinha de 13 anos, mas continuará sendo meu bebê para o resto da vida. O joelho já não é mais tão redondinho e ela já não cabe mais no meu colo como antes, mas este estará sempre reservado para ela e o irmão sempre que necessitarem. O colo da mamãe está sempre disponível e o chinelo a postos, é claro!!! Tenho orgulho de ter Mariana e Pedro como meus filhos. Foi com eles que descobri a verdadeira essência da vida e a real razão do meu viver.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

João Pedro - 10 anos

João Pedro de Andrade Miranda - 10 anos





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Hoje uma das razões máximas da minha existência completa uma década de vida. É difícil expressar em palavras exatas o que é sentir um amor tão vasto e imprudente, que não tem medida, começo ou fim. É pura e simplesmente amor. Esse é o amor para a vida toda. Com o nascimento do meu João Pedro fui remetida a um sentimento que posso afirmar, com segurança, só as mães sentem. É o amor mais primeiro, mas profundo que um ser humano é capaz de sentir. Apesar de não se poder medir com exatidão a gente sabe, as mães sabem que é o tipo de amor que só cresce, apesar de não ter sido menor no dia anterior.

Me orgulho de ser mãe de um menino tão cheio de qualidades como o João Pedro. Tenho orgulho de tê-lo como filho. Nele me encontro, me renovo e me descubro mãe! Quero ser e ter sempre para ele e para a irmã o conforto e a segurança que só se encontra no colo de mãe.