segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mariana Regina - 13 anos


Mariana Regina de Andrade Miranda - 13 anos


Um dia desses era um bebezinho tão pequenino que eu nem sabia como ia pegar no colo. Imagina: 47 cm e 2,450 kg. Ela não tinha nem cabelo. Podia ser resumida em... joelho! Nunca tinha visto na vida um joelhinho tão redondinho e tão bonitinho. Quando peguei no colo pela primeira vez foi uma sensação incrível, indescritível! O fato é que eu – filha única – não estaria mais só e teria alguém para chamar de “meu”. Minha filha. Minha Mariana. Meu primeiro grande amor mais primeiro, mais puro, mais singelo, mais cheio de tudo, inclusive medo. Pela primeira vez seria de fato responsável por alguém.

Meu bebê já é uma mocinha de 13 anos, mas continuará sendo meu bebê para o resto da vida. O joelho já não é mais tão redondinho e ela já não cabe mais no meu colo como antes, mas este estará sempre reservado para ela e o irmão sempre que necessitarem. O colo da mamãe está sempre disponível e o chinelo a postos, é claro!!! Tenho orgulho de ter Mariana e Pedro como meus filhos. Foi com eles que descobri a verdadeira essência da vida e a real razão do meu viver.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

João Pedro - 10 anos

João Pedro de Andrade Miranda - 10 anos





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Hoje uma das razões máximas da minha existência completa uma década de vida. É difícil expressar em palavras exatas o que é sentir um amor tão vasto e imprudente, que não tem medida, começo ou fim. É pura e simplesmente amor. Esse é o amor para a vida toda. Com o nascimento do meu João Pedro fui remetida a um sentimento que posso afirmar, com segurança, só as mães sentem. É o amor mais primeiro, mas profundo que um ser humano é capaz de sentir. Apesar de não se poder medir com exatidão a gente sabe, as mães sabem que é o tipo de amor que só cresce, apesar de não ter sido menor no dia anterior.

Me orgulho de ser mãe de um menino tão cheio de qualidades como o João Pedro. Tenho orgulho de tê-lo como filho. Nele me encontro, me renovo e me descubro mãe! Quero ser e ter sempre para ele e para a irmã o conforto e a segurança que só se encontra no colo de mãe.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Girassol

Mas tudo agora acabou
Sol Girassol
Ao coração é dada a nobre missão de construir
Mas a palavra mero artifício tende a destruir
Nestes anos todos indo e vindo mundo afora
Um dia construindo outro dia pondo fora
O recomeço é como o dia que a noite faz morrer
e renasce em cada amanhecer.

A sombra da lua cheia é poema e cor no meu chão
A mão que me despenteia me leva na escuridão
O paraíso desperta de repente num canto qualquer
No peito dos amigos no olhar de uma mulher
A força dos amigos é importante quanto o sol
O olhar de quem se ama é doce feito o girassol
O recomeço é como o dia que a noite faz morrer
e renasce em cada amanhecer.

GERALDO, Zé

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É mais ou menos assim que funciona nas nossas vidas. Um dia se chega e no outro vai embora, tudo se transforma em um indo e vindo mundo a fora... É isso é muito bom, com possibilidades que nos encantam e desencantam, que nos faz cair e levantar. O importante é que todos os dias temos a oportunidade de recomeçar, de refazer ou fazer diferente. E o melhor é que isso só depende de nós mesmos. Somos assim, uma metamorfose ambulante, como dizia Raulzito – que consegue se transformar a cada situação, se adaptar, se aprimorar. Mas o melhor de tudo é que nós escolhemos o nosso “norte”, para onde queremos ir e onde queremos chegar. E mais que isso se soubermos para onde vamos. Talvez não seja tão necessário saber para onde se quer ir, mas, pelo menos, ter a certeza de onde não se quer ir. Assim é mais fácil seguir. Olhar para trás também é necessário para não esquecermos o que passou, mas sempre seguir adiante. É bom não voltar a trilhar caminhos já desbravados e que não levaram a lugar ao algum, ou que ao menos nos estagnaram.

Prefiro olhar para sol, como o girassol, que aproveita dele todas as energias transmitidas e fica mais intenso, mais brilhante, maior, imponente, brilhando majestosamente e, sem vergonha alguma, exibe sua rotação intrigante e revela que há muito mais naquilo que aparentemente te queima, porque é dele que vem a vida.

domingo, 24 de outubro de 2010

Caminho adverso

Caminho adverso,
confuso, sem seta, sem reta.
Caminho de caminho,
sem esperança, de dor, sem encanto.
Caminho que dói,
de lágrima, sem eira, sem beira.
Caminho de conflito
sem ida, sem volta, de reviravolta
Sem caminho... sem revolta.

ANDRADE, Audrey


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O caminho da vida pode ser comparado a um grande labirinto, com um emaranhado de caminhos que não leva a lugar algum e que só se chega ao fim ou ao meio, com a morte. Hoje ainda não desejo chegar ao ponto final porque tenho muito caminho a percorrer, ainda que eu não chegue a lugar algum. O que me prende ao labirinto é a responsabilidade de não deixar só quem precisa de mim para prosseguir. Talvez até seria melhor, mas não sei. Na dúvida, recue, como disse Sun Tzu, em “A Arte da Guerra”. Afinal, a suprema arte é derrotar sem lutar. Hoje eu não luto!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Jogue uma rosa pra mim

Jurema, jogue uma rosa pra mim
Jurema, tem pena de mim.
Caiu uma folha da Jurema
veio o sereno e molhou
e depois veio o sol
enxugou, enxugou
e a mata se abriu toda em flor.



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Em meio ao desespero e a dor te pedi para que me jogasse uma rosa. E você jogou. Uma rosa linda, perfumada, embebida de amor. A rosa me encheu o coração, trouxe paz à minha alma e forças para o meu corpo. E nem sei ao certo se te agradeci com palavras. Sei que cumpro a minha parte todos os dias, ainda que, às vezes, muito cansada. Mas hoje a sua lembrança me foi forte. Meu coração apertou. Senti medo. Medo de perder a minha rosa. Não quero perdê-la porque é ela que me mantém de pé. Mesmo quando tropeço, sei que não vou cair, porque tenha a tua, a minha rosa.

Ainda guardo o perfume de Alfazema que tantas vezes minha mão e meu corpo perfumou. E também sinto o aperto gostoso e aconchegante do teu abraço, que tantas vezes me consolou e tantas outras minha dor amenizou.

Não me tire a minha rosa. Me deixe cuidar dela com carinho e sempre me estenda a tua mão, me perfume com o seu Alfazema e me abrace, ainda que em silêncio.

À você, Jurema.

domingo, 3 de outubro de 2010

Sem compromisso

“Compromisso é aquele ponto de viragem na sua vida em que se apercebe de um momento e o converte numa oportunidade de alterar o seu destino”.

WAITLEY, Denis


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Hoje é assim que quero fazer e sentir: sem compromisso comigo ou com você. Quero apenas ser um ser descompromissado com aquilo que me prende na ideologia de vida e que me faz fugir, subverter o teu e o meu querer. Sem sentido, sem estrada, sem caminho, sem meio, sem modo, mas com vida. Não quero me prender ao meu ou ao teu querer. Só quero não ter compromisso e será que há algum mal nisso?! Hoje não quero nem semear a vida, simplesmente hoje eu não quero e não quero nada. Sem lamurio, sem responsabilidade, sem agouro, sem gesto, sem locução, sem nada...

Hoje não quero fazer concessão. Hoje quero ter apenas a mim, por o pé na estrada e sair por aí, buscar novas coisas nas antigas que quero muito preservar, porque afinal, a gente cresce e descobre novos caminhos, vai embora e tem a vontade de não se perder, mas é na sua essência que se encontra e para onde volta... quase me esqueci que é assim que funciona. Mas não vejo problemas com o erro e tampouco me importo em voltar atrás em alguma atitude ou decisão, até porque não tenho compromisso com o erro e/ou o acerto.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Fantasma

Anda um triste fantasma atrás de mim
Segue-me os passos sempre! Aonde eu for,
Lá vai comigo… E é sempre, sempre assim
Como um fiel cão seguindo o seu Senhor!

Tem o verde dos sonhos transcendentes,
A ternura bem roxa das verbenas,
A ironia purpúrea dos poentes,
E tem também a cor das minhas penas!

Ri sempre quando eu choro, e se me deito,
Lá vai ele deitar-se ao pé do leito,
Embora eu lhe suplique: Faz-me a graça

De me deixares uma hora ser feliz!
Deixa-me em paz!… “Mas ele, sempre diz:
“Não te posso deixar, sou a Desgraça!”

ESPERANÇA, Florbela

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Os fantasmas assolam o caminho, per calçando as ruas, estradas, avenidas por onde passo. Não te quero preso a mim, você não é a minha sombra. Eu só quero fluir como as águas doces que lambem as pedras por onde passam. Eu não sou espelho, mas ainda que fosse não guardaria a imagem que reflito. Não sou egoísta. Então é só me deixar ou pelo menos fazer de conta que não me vê. Feche os olhos, mas também não se esqueça de me tirar do pensamento. Só quero a paz que a muito custo conquistei. Quero ser livre como o vento que sopra nas montanhas, mas não se esqueça que também sou montanha e por mais que o vento sopre não me curvo diante dela. Quero ser o dourado refletido que se vê quando os raios de sol chegam aos campos de trigo. Quero mais, muito mais que ser assombrada ou assombrar. Os fantasmas pra mim já não existem mais. E eles não assombram mais, não mais. E não sei o porquê insistir no assombro. E nunca foi tão bom afirmar que fantasmas não metem medo em mim e já não metem medo mais há muito tempo. Eu não compreendo porque insistem em assombrar, em cercar e em tentar se fazer presente. Afinal, a gente cresce e aprende que fantasmas não existem, portanto são incapazes de nos fazer mal.

Tenta me esquecer e me deixar seguir. Eu não sou fantasma e nem quero ser. Então, lembrar de mim é como evocar um fantasma do passado. Isso sim pode ser prejudicial e, com certeza, mais para você que pra mim. Já não importo mais com o que passou. Minha preocupação com o futuro não te inclui. E o meu destino é seguir... fluir, deslizar, caminhar, passar, cantar, amar e ser muito, muito feliz! Sem assombro, sem fantasma... com gente e gente de verdade. Me deixe apenas!