quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Um pouquinho das férias

Hora de aproveitar um pouco na praia, já que o Rio de Janeiro está fervendo literalmente. Vamos para Região dos Lagos, aproveitar um pouco a praia, a piscina e passar momento de lazer. Hora de arrumar as malas. Tudo pronto! Daí vem os transtornos!
Audrey – Pedro, já arrumei suas coisas, porque você sempre esquece tudo. Levanta para irmos.
Pedro – Tô fora, mãe. Eu não quero viajar, ir para a praia, com esse sol todo?! E a areia?! Eu sou brando e você me deixa plastificado com o protetor.
Audrey – Mas, Pedro, você quer ir para a praia com chuva? Tem que ser com sol. Além do mais, se você não passar o protetor, vai ficar muito queimado e todo se ardendo.
Pedro – Então, já que vou ficar assim, prefiro ficar na casa dos meus avós.
Audrey – Ah, Pedro, vamos?! Vai ser legal!
Pedro – Já que vai ser legal, aproveita por nós dois!
Detalhe: moro na Zona Norte do Rio e piscina em casa é de plástico.

Audrey – Vamos Mariana! Vamos pegar as coisas, passar na casa da sua avó, deixar o Pedro, almoçar e depois vamos para Barra de São João.
Mariana – O Pedro não vai?! Como assim? Ele prefere ficar em casa?
Audrey – Pois é, Mariana, fazer o quê?!
Mariana – Definitivamente esse garoto não é normal. Eu vou!!!

Na viagem

Na praça
Na praia


Quase dormindo

Costa Azul, Rio das Otras
Barra de São João

Adolescentes

Dois pontinhos no mar

Praia da Barra



Foram dias excelentes. Só não foram ainda melhores porque o Pedro não foi. Descansar?! Claro que não. Aproveitar foi o lema.
Dias lindos, com pessoas maravilhosas!!! Céu azul, gaivotas voando, peixes nas águas cristalinas, caranguejo (Mariana foi mordida por um caranguejo duas vezes. Uma vez seria pouco! rsrsrs), estrelas do mar, água gelaaada... Diversão garantida!!!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Kawó Kabiesilé

"Sê como o sândalo, que perfuma o machado que o fere".

Buda

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A suave brisa traz mudanças. E mudanças em vários sentidos e com novas direções. Onde quem reina é a justiça, com seu pesado machado. Justiça divina, justiça dos homens... Justiça!


Kawó Kabiesilé!!!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Sou o meu chão

Me perco no tempo
Não me reconheço
Sou uma folha mal escrita.
Meus olhos andam cegos
Não vejo a luz
Não encontro o caminho.
Sou dia e noite
Sou desesperança
Sou abandono.
Um caco
Me visto do cansaço
Me dispo de mim.
Labirinto forçado
Na mata escura
De terra úmida.
Não me ergue a mão
Não me tira da escuridão
Sou o meu chão.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

La gitanilla

Maravillosamente danzaba
sus pelos negros brillaban y
su sonrisa encantaba.

Su falda brillante y única
en las manos rosas rojas y
también mi destino.

Entrego a ti mi camino
porque es tuya mi estrada
y me llevas dónde es seguro.

Hermosa gitanilla
toma mi mano y
ayúdame para que camine segura.

Juega sus cartas
haga sus profecías
porque yo confío en la gitanilla.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Metade

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que o homem que eu amo seja pra sempre amado
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a uma mulher inundada de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
Mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é plateia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Metade, Osvaldo Montenegro

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Nossas metades, loucuras, ingenuidades, alegrias... se confundem e nos completam... é vida que segue!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Voltando...

Um dos meus prazeres me foi tirado temporariamente. Uma tal de “Tenossinovite de Quervain*” – nunca tinha ouvido falar nisso – me tirou de circuito. Coisas simples como abrir o sutiã ou acertar a alça, torcer um pano, pegar uma xícara... estavam se tornando árduas tarefas. Uma dor constante no meu pulso direito estava me tirando o prazer de escrever e o humor junto.
Fui ao médico e o diagnóstico foi “Tenossinovite de Quervain”. O caso estava feio e não houve jeito. Tive que operar. A operação era a única forma de melhorar aquela dor impertinente e diminuir minhas impossibilidades. Então, lá fui eu!
Vários exames (sangue, urina, eletro, raios-x, etc.). Consulta com ortopedista, com cardiologista, risco cirúrgico pronto, operação marcada! Aff... praticamente uma eternidade até que tudo estivesse pronto.
Dia da operação! O meu coração parecia que ia sair pela boca. O Dr. Marcel (especialista de mão) me tranquilizou e falou que era uma cirurgia simples e rápida. Quando comecei a me acalmar fiquei sabendo que seria sedada. Se era rápida e simples a operação, por que a sedação?! Entrei em pânico de novo, mas já não tinha mais jeito.
Sim, eu sou frouxa! Avessas à operação! E o medo de perder os movimentos da mão e não poder sequer assinar meu nome me deixaram louca!
Até iniciar a famigerada sedação foram cerca de 30 minutos de prepara e mais 1h30 de espera para sair da sala de pós-anestésico. Tempo da operação?! Míseros 15 minutos (rsrsrs)
A primeira noite foi horrenda! Uma dor enorme na mão. Vira para um lado, vira para o outro e nada de dormir. Quando enfim o sono venceu, já era dia! Uns sete dias com a mão inchada, mas movimentando bem. Já se vai quase um mês e estou voltando à ativa.
O local da cirurgia ainda dói, mas aos poucos estou retomando minha rotina.

*Tenossinovite de Quervain – é a constrição dolorosa da bainha comum dos tendões dos músculos abdutor longo e extensor curto do polegar, no chamado primeiro compartimento dorsal. O processo inflamatório da bainha causa d diminuição do seu espaço, comprimindo os tendões. O quadro clínico apresenta dor de caráter insidioso podendo apresentar-se agudamente, na região dorsal do polegar e no processo estiloide do rádio, com a cronicidade do quadro, o paciente refere dificuldade para segurar objetos (como uma xícara) que exigem a posição “em garra” do polegar. Queixas de dor ocorrem ao torcer a roupa, abrir a porta com chave, abrir tampa de lata etc. Os sintomas são dor, enrijecimento e inchaço no lado do polegar do pulso.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Na contramão


Meu coração anda apertado. Os dias estão passando rápido e está chegando o dia da sua partida. Desejamos e sonhamos juntos, mas a realização veio na contramão. Meu passarinho vai deixar o ninho. Não é seu primeiro voo, mas é o mais longo.

O ninho vai ficar vazio, as noites mais longas e os dias uma eternidade. Mas você precisa voar, meu passarinho, alçar voos maiores, se realizar...